segunda-feira, 23 de maio de 2011

O vislumbre do cinema


       Benjamin aborda o cinema como uma grande ferramenta de equilíbrio entre o homem e o aparelho. O cinema serve como uma grande representação, não só do homem, mas do mundo. Tal instrumento serve como forma de vislumbre de uma gama de sentimentos familiares, muitas vezes gera interpretações do inconsciente. Trata-se do cinema, principalmente como uma ferramenta de libertação da mente.
      As diversas focalizações da câmera, com vários tipos de ângulo, mostrando a cena de forma a se fazer entender certa tendência do telespectador, abriu-se pela primeira vez a experiência do inconsciente ótico, da mesma forma que a psicanálise mostra formas de inconsciente pulsional. 
     Os filmes podem servir como grandes “explosões terapêuticas”, já que podem apresentar e gerar sentimentos tanto por uma ótica sonhadora, quanto a uma psicótica.

                                                    Dadaísmo
     O Dadaísmo surgiu num grande período de decadência artística, como forma de mostrar o desprezo pelo mercado, criando obras que não teriam nenhuma serventia comercial, apenas destacava a falta de qualquer comprometimento e beirava o desprezo com a forma e de certa maneira com a própria arte. Tal movimento queria causar choque e indignação. Agredir de maneira visual, tátil e intelectual para que as pessoas recuperassem a visão onírica da arte. Com esse choque, favoreceu-se, por exemplo, a demanda pelo cinema, cuja experiência baseia-se nos diversos jogos de foco e ângulo, tornando uma experiência de ordem tátil.  O Dadaísmo também gerou grandes choques morais e físicos, já o cinema conseguiu unir os dois tipos de choque num só, de patamar elevado, pois um quadro, por exemplo, não possui o mesmo dinamismo das mudanças de imagem e de foco “impressas” na tela de um cinema.

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