No cinema as reações do indivíduo, cuja soma constitui a reação coletiva são condicionadas pelo caráter coletivo dessa reação. Comparando-se com a pintura, observamos que os pintores queriam que seus quadros fossem vistos por uma pessoa ou poucas pessoas. A contemplação simultânea de quadros por um grande público teve início no século XIX e é um sinal da crise na pintura, causada não somente pela fotografia, mas através do apelo dirigido às massas pela obra de arte.
A pintura será objeto de uma recepção coletiva como foi o caso da arquitetura e como hoje é o caso do cinema. Portanto, a exposição às massas é um desafio. Nas igrejas e conventos da idade média a recepção coletiva dos quadros não acontecia de forma simultânea, mas através de inúmeras mediações. Esta situação mudou devido a reprodução técnica das telas.
A recepção dos quadros em salões e galerias é desorganizada, com pouca oportunidade de participação do público e de manifestação aberta do seu julgamento.
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