Para o cinema é menos importante o ator representar diante do público um outro personagem, que ele representar a si mesmo diante do aparelho. Pirandello foi um dos primeiros a pressentir essa metamorfose do ator. Com a representação diante do aparelho a auto alienação humana encontrou uma aplicação altamente criadora.
Pirandello faz um relação dizendo que o intérprete diante do aparelho é da mesma espécie que a estranheza do homem, no período romântico, diante de sua imagem no espelho.
Segundo Rudolf Arnheim, o atro de teatro ao aparecer no palco, entra no interior de um papel. Essa possibilidade é muitas vezes negada ao ator de cinema, onde a atuação não é unitária e sim, decomposta em várias cenas individuais.
As exigências técnicas ao ator de cinema são diferentes das que se colocam para o ator de teatro. Os astros cinematográficos, só muito raramente, são bons atores. Isso está ligado à natureza do cinema, pela qual é menos importante que o intérprete represente um personagem diante do público que ele representar a si mesmo diante da câmera.
O cinema cativa mais o público que sonha atuar, em primeiro lugar, é realizável, porque o cinema absorve muito mais atores que o teatro, já que no filme cada intérprete representa a si mesmo. Em segundo lugar, é mais audacioso. A ideia de uma difusão em massa da sua própria figura, de sua própria voz torna mais audaciosa a carreira cinematográfica.
Teatro de Taormina

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